Investir em formação TI e IA
Conheça os dados do Barómetro 2026 da Skolae Formação. Saiba onde as empresas portuguesas vão investir e quais as barreiras na formação em TI e IA. A literacia digital está na agenda dos líderes!
70% das organizações em Portugal vão aumentar o investimento em formação em Tecnologias de Informação e Inteligência Artificial nos próximos 12 meses.
Este aumento da formação corporativa em TI e em IA assenta essencialmente em 3 fatores:
- Necessidade de modernização tecnológica
- Urgência em disseminar competências práticas de IA
- Necessidade de resposta ao risco operacional, sobretudo em cibersegurança e governação
Estes dados resultam do Barómetro “Investimento em Formação em TI e IA em Portugal – Edição 2026”, realizado pela Skolae Formação, com o propósito de conhecer como estão a atuar os líderes e decisores em matéria de capacitação dos colaboradores em tecnologias de informação e inteligência artificial.
Com base nas respostas de diretores de Recursos Humanos, gestores de Formação, e responsáveis de Learning & Development, os resultados do barómetro mostram que a capacitação tecnológica está a afirmar-se como prioridade estratégica nas empresas portuguesas. A formação em TI está consolidada no mercado, já a formação em IA encontra-se numa fase de crescimento acelerado, no entanto, com níveis de investimento comparativamente mais reduzidos.
O investimento em literacia digital só aconteceu de forma significativa em apenas 38,5% em TI e 20% em IA
Apesar desta curva de crescimento, o investimento de forma regular revela ainda alguma fragilidade, 82% das organizações investiram em formação em TI nos últimos 12 meses e 60% em IA, no entanto esse investimento em literacia digital só aconteceu de forma significativa em apenas 38,5% em TI e 20% em IA. O que evidencia que uma parte importante do tecido empresarial em Portugal ainda não adotou uma estratégia de investimento robusta e consistente.
A passagem da IA de especialização técnica para competência organizacional
Em relação especificamente à inteligência artificial, está a ser utilizada sobretudo numa lógica transversal, com foco em melhoria da produtividade no trabalho diário, literacia geral e capacitação de liderança, o que permite sinalizar a passagem da IA de especialização técnica para competência organizacional.
Numa análise mais fina é possível concluir que as áreas que irão concentrar maior investimento, são a IA generativa com 64% das intenções de investimento, seguida da cibersegurança com 45% e a área de data, analytics e business intelligence com 36%, refletindo a necessidade crescente de ganhos de produtividade, proteção operacional e apoio à decisão.
No que diz respeito às barreiras ao investimento, o estudo da Skolae Formação destaca sobretudo fatores de execução e não de intenção estratégica:
- 53% das empresas refere falta de tempo das equipas
- 48% a limitação orçamental
- 32% a resistência interna à mudança
O desafio das organizações já não está na consciencialização da importância da formação tecnológica, mas sim na capacidade de a integrar no ritmo operacional do negócio
Os resultados do Barómetro mostram que o desafio das organizações já não está na consciencialização da importância da formação tecnológica, mas sim na capacidade de a integrar no ritmo operacional do negócio, sinalizando a entrada do mercado português numa nova fase de maturidade, em que a formação em TI e IA deixa de ser pontual para se afirmar como um eixo estruturante da competitividade empresarial.
Aceda aqui aos resultados completos do Barómetro



