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O novo trabalho híbrido: colaboração entre humanos e agentes inteligentes

Raquel Rebelo, CEO, Skolae Formação Portugal e Espanha

O novo trabalho híbrido: colaboração entre humanos e agentes inteligentes 

De acordo com os dados do World Economic Fórum, até 2030 irão ser destruídos ou eliminados 92 milhões de postos de trabalho e em simultâneo serão criados 170 milhões de novas profissões, o que significa um saldo positivo de 7%. Esta é uma boa notícia.

Estes dados refletem aquilo que está a acontecer no mercado de trabalho. Um mercado em transformação, um mercado em ebulição motivada sobretudo pela inteligência artificial e pela disrupção que provoca.

Enquanto decisores e influenciadores da gestão de pessoas devemos preparar os nossos colaboradores e as nossas equipas, para que sejam capazes de manter a sua empregabilidade

Esta transformação é positiva para todos nós, e é aí que deve estar o nosso foco. Nessa transformação positiva do mercado de trabalho. Enquanto decisores e influenciadores da gestão de pessoas devemos preparar os nossos colaboradores e as nossas equipas, para que sejam capazes de manter a sua empregabilidade e relevância no mercado de trabalho.  Um mercado de trabalho necessariamente diferente daquele que conhecemos e que será necessariamente diferente nos anos que se avizinham.

Outro dado interessante, também do WEF, revela que iremos passar a fazer, em exclusivo, apenas um terço de tudo aquilo que fazemos atualmente. O que é que quer isto dizer? Que um terço das nossas tarefas vão desaparecer, vão ser substituídas por inteligência artificial. No entanto, o que vai ser substituído ou eliminado são tarefas que não são ‘humanamente interessantes’, são tarefas que podem ser efetuadas por máquinas, porque são essencialmente repetitivas e pouco ou nada interessantes do ponto de vista intelectual.

Um terço das nossas tarefas vão desaparecer, vão ser substituídas por inteligência artificia

Por outro lado, parte do nosso trabalho será realizado em colaboração com agentes inteligentes. O caminho passa por incorporar esses agentes inteligentes como parte das equipas de trabalho, é preciso aprender a trabalhar com eles como se de um colaborador novo se tratasse e tirar o melhor partido, não só numa lógica de pergunta e resposta fechada e sim como parte de um processo de colaboração construtiva.

Com este novo ‘colega de trabalho’ podemos e devemos gerar ideias e debatê-las, provocar um brainstorming que acrescente valor, ao explorar novos prismas e abordagens, realizar um trabalho criativo que muitas vezes é um processo muito individual e isolado.

E é neste contexto de trabalho híbrido que hoje faz sentido falar. Não híbrido porque varia entre teletrabalho ou presencial, e sim híbrido porque agrega colaboradores humanos e colaboradores virtuais. É esta hibridade do trabalho, altamente disruptiva, que vai marcar os tempos que se aproximam.

Híbrido porque agrega colaboradores humanos e colaboradores virtuais. É esta hibridade do trabalho, altamente disruptiva, que vai marcar os tempos que se aproximam

É um cenário de oportunidade, de desenvolvimento, de crescimento e de afirmação de nós pessoas, de nós humanos e das nossas competências que essas não são substituídas, ganham sim um novo impacto quando associadas ou partilhadas com modelos ou processos de IA.

E não há que ter medo, porque neste novo modelo de trabalho híbrido, a inteligência artificial põe, mas somos nós humanos que dispomos.

 

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